sexta-feira, 24 de abril de 2009

Crise

Aos poucos vamos caindo em nós.
Ouvíamos falar de crise, na realidade somos ininterruptamente bombardeados com notícias sobre o mau desempenho económico, mas agora é que nos começa a doer.

Tenho para mim que a grande maioria dos empresários são pessoas sérias (a tal famosa regra dos 6%) e num cenário de crise aguda que vivemos as primeiras medidas são sempre para tentar aguentar com os meios próprios e sem prejudicar ninguém, o segundo passo, tentar aceder aos (supostos) apoios estatais que se revelaram a maior mentira do governo Sócrates, pois estão feitos à medida de quem é amigo e de quem não precisa, no terceiro passo começa a via dolorosa e as empresas avançam para o lay-off, que das medidas penalizadoras para os trabalhadores é a que mais os protege.

Infelizmente, para muitas empresas entre as quais a minha se inclui, estas medidas não se revelam suficientes, pois o que falta é mercado e sem mercado nenhuma empresa pode sobreviver.

Então o passo seguinte será o pedido de insolvência, ou noutros casos o despedimento colectivo.

Infelizmente isto vai doer.

O desemprego começou a subir e até os economistas do regime já estão assustados, mas penso que só estamos no início e sinto que no verão, por altura de férias será o autêntico descalabro.
Tenhamos força para seguir em frente e engenho para dar a volta a esta crise que se mostra devastadora.
Não podemos esquecer que a crise foi provocada por políticos mal (ou nada) preparados que tudo permitiram ao sistema financeiro.

É tempo de lhes mostrar o cartão vermelho!

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