sábado, 27 de fevereiro de 2010

Oliva - Trapalhada total

"JUSTIÇA

Tribunal averigua acções do gestor judicial da Oliva

por JÚLIO ALMEIDAHojehttp://dn.sapo.pt/Common/Images/img_bolsa/icn_comentario.gif

Administrador é acusado da prática de irregularidades e de omissão de créditos. Segurança Social pede a sua demissão

O Tribunal de S. João da Madeira vai averiguar as denúncias de alegadas irregularidades praticadas pelo administrador judicial da Oliva 1925 - Soluções de Fundição e suspeita de omissão de créditos.

A juíza titular do processo de insolvência quer apurar se houve "violação grave dos deveres legais ou estatutários" por parte do gestor Tito Germano.

As suspeitas foram lançadas pelo Instituto da Segurança Social (SS), que integra o grupo dos maiores credores da empresa onde trabalham 170 pessoas. O requerimento da SS pede a destituição do gestor judicial por alegada omissão de créditos hipotecários na ordem dos 7,8 milhões de euros. Este valor diz respeito a uma dívida à Gestínsua, sociedade anónima participada pela Segurança Social e Fazenda Pública, que ficou proprietária de parte da instalação fabril, aquando da reestruturação do antigo grupo Oliva.

Ao não reconhecer a maior credora da fundição, o gestor judicial terá induzido o tribunal em erro e reduziu para metade (oito milhões de euros) o passivo da empresa.

Na Assembleia de Credores de ontem, Tito Germano garantiu que o crédito da Gestínsua não surge na contabilidade da Oliva, existindo apenas uma anotação da hipoteca como garantia dada ao Estado em 2004 pelos actuais accionistas para manterem a laboração e os trabalhadores durante cinco anos, "que já passaram".

Contudo, o gestor judicial antecipou-se à SS e pediu a renúncia. Acabaria por recuar, ao receber o voto de confiança dos credores, exceptuando a SS, que pediram mais tempo para analisar a hipoteca da Gestínsua. A Assembleia de Credores prossegue a 25 de Março, eventualmente também com a análise e votação do plano de viabilização ou, em caso de 'chumbo', da liquidação da empresa."

in DN online, 26 de Fevereiro de 2010


Afinal os piores receios concretizaram-se.
Apesar da hipoteca a favor da Gestínsua existir, o administrador da insolvência desvalorizou-a, não sei se conscientemente se por ignorância, e assim deixou de ter condições não só para se manter neste processo como para manter a actividade de administrador judicial, na qual representa a justiça e deve velar pela empresa e pelos credores (todos, sem excepção).
Obviamente que a administração da empresa e a direcção financeira ficam muito mal na fotografia, tendo responsabilidades directas no caso, provavelmente bem maiores que o administrador judicial.

O que é muito estranho é que perante o pedido de demissão apresentado pelo administrador judicial, os credores (com excepção da segurança social) tenham pedido a sua permanência e, se juntarmos a este facto, os rumores de que o maior credor (segurança social excluída) viu os seus créditos reconhecidos em duplicado só podemos dizer: que grande trapalhada!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

KIVA

Tenho falado com muita gente sobre o projecto KIVA.
Esta organização, da qual me orgulho de pertencer, não dá, empresta com base num projecto de vida e insere-se no âmbito da micro finança ou finanças familiares.
Apesar de todos aqueles a quem falo considerarem uma boa ideia, o certo é ainda não consegui convencer ninguém a emprestar $25,00 (garanto-vos que são devolvidos).

Aqui fica mais alguma informação (desculpem mas não tenho pachorra para traduzir e faz-vos bem praticar o Inglês) e vamos la ver se é desta que mais alguém agarra este projecto:

Hi!

I just made a loan to someone in Philippines using a revolutionary new website called Kiva (www.kiva.org).

You can go to Kiva's website and lend to someone across the globe who needs a loan for their business - like raising goats, selling vegetables at market or making bricks. Each loan has a picture of the entrepreneur, a description of their business and how they plan to use the loan so you know exactly how your money is being spent - and you get updates letting you know how the entrepreneur is going.

The best part is, when the entrepreneur pays back their loan you get your money back - and Kiva's loans are managed by microfinance institutions on the ground who have a lot ofexperience doing this, so you can trust that your money is being handled responsibly.

I just made a loan to an entrepreneur named Jocelyn Maloloy-on in Philippines. They still need another $250.00 to complete their loan request of $450.00 (you can loan as little as $25.00!). Help me get this entrepreneur off the ground by clicking on the link below to make a loan to Jocelyn Maloloy-on too:

http://www.kiva.org/lend/179583

It's finally easy to actually do something about poverty - using Kiva I know exactly who my money is loaned to and what they're using it for. And most of all, I know that I'm helping them build asustainable business that will provide income to feed, clothe, house and educate their family long after my loan is paid back.

Join me in changing the world - one loan at a time.

Thanks!

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What others are saying about www.Kiva.org:

'Revolutionising how donors and lenders in the US are connecting with small entrepreneurs in developing countries.'

-- BBC

'If you've got 25 bucks, a PC and a PayPal account, you've now got the wherewithal to be an international financier.'

-- CNN Money

'Smaller investors can make loans of as little as $25 to specific individual entrepreneurs through a service launched last fall by Kiva.org.'

-- The Wall Street Journal

'An inexpensive feel-good investment opportunity...All loaned funds go directly to the applicants, and most loans are repaid in full.'

-- Entrepreneur Magazine

Oliva, só faltava esta!

A confirmar-se a veracidade da notícia publicada no DN de hoje, a questão da Oliva passa para um outro patamar.

Na realidade, a empresa ao ocultar dívidas ao administrador de insolvência, ou este ao ocultá-las à assembleia de credores e ao juiz titular do processo, não só incorrem num crime como subvertem o processo e retiram toda a credibilidade a uma hipotética recuperação.

A bem da justiça e da credibilidade dos processos de insolvência, quero acreditar que o administrador de insolvência agiu sem dolo e foi ingénuo ao aceitar os dados fornecidos pela empresa.

Na realidade é necessário saber se a dívida são 8M€ ou 16M€ e, sendo aceite a pretensão da GESTÍNSUA, esta passa a ser o maior credor, o que quer dizer que será determinante para o futuro da Oliva.

Temos que ter em atenção que a GESTÍNSUA faz parte do sector empresarial do estado, pelo que esta omissão do administrador é mais preocupante pois afigura-se como uma tentativa de enganar o estado português.

“Estado considera que o administrador da insolvente terá induzido o tribunal em erro ao não reconhecer a maior credora.

O Instituto da Segurança Social requereu ontem ao Tribunal de São João da Madeira a substituição do gestor judicial da Oliva 1925 - Soluções de Fundição, alegando ocultação de informação relevante. A medida põe em causa a assembleia de credores de sexta-feira, em que deveria ser decidido o futuro da empresa que emprega cerca de 170 pessoas.

O representante legal da Segurança Social remeteu ao juiz titular do processo de insolvência informação que dá conta da alegada omissão de créditos hipotecários na ordem dos 7,8 milhões.

Em causa, estará uma dívida à Gestinsua, sociedade anónima participada pela Segurança Social e Fazenda Pública, que ficou como proprietária de instalações industriais aquando do processo de recuperação da antiga Oliva - Indústria Metalúrgica SA, em 1995. No requerimento, a Segurança Social considera que o administrador da insolvente terá induzido o tribunal em erro ao não reconhecer a maior credora da empresa. O passivo que tem sido apontado ronda os oito milhões de euros.

Considera ainda que não poderia desconhecer que o Complexo Industrial I, onde funcionam as instalações da fundição, estava onerado com hipoteca.

Perante isto, entende que gestor judicial violou gravemente os seus deveres, pedindo o seu afastamento ou, em alternativa, que os credores possam tomar posição na próxima assembleia. O administrador, Tito Germano, contactado pelo DN, afirmou ontem desconhecer a questão suscitada pela Segurança Social, devendo prestar esclarecimentos sexta-feira aos credores.

A proposta de viabilização da Oliva implica um investimento de 2,6 milhões. Nas últimas semanas, foi aventada a hipótese de um grupo angolano salvar a empresa.”

In DN Online, 24 de Fevereiro de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

É a Madeira, senhores!

A tragédia na Madeira, que todos lamentamos e choramos, vem pôr a nu a política do cimento e da exclusão do Alberto João.

Na realidade a ele, e só a ele, se podem assacar culpas. Quem governa arrogantemente contra tudo e contra todos, não ouvindo ninguém, pensando que é dono de toda a verdade, quando as coisas correm mal tem que assumir as suas responsabilidades.

Até agora nenhum “mea culpa”.

Primeiro, falou tarde. Terá estado à espera de Sócrates e de Cavaco?

Depois falou e afirmou que se não fosse o seu betão a baixa de Funchal teria desaparecido. É fácil atirar bitaites especialmente se não é possível confirmá-los ou rebatê-los.

A seguir, pede para a comunicação social não falar muito no assunto para não prejudicar a região. É a estupidez em extremo – se não falares no problema, então ele não existe.

Agora não contabilizam os corpos das pessoas falecidas. O desrespeito pelos mortos e pelos seus conterrâneos é completo e mostra o seu carácter.

Mas o que me impressionou de sobremaneira foi a extrema pobreza de um povo que vive numa das mais ricas regiões portuguesas. É a democracia ao modo do Alberto João.

Este senhor devia ser banido. Quando o Carnaval acaba vê-se que o rei vai nu!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Ainda o Pataco

A crónica da “Visão” sobre o Zé Pataco, transformada em “post” no canasempeso e os comentários subjacentes (mais estes que aquele) vieram demonstrar o melhor e o pior de Canas, isto para não referir o descobrir de qualidades na minha pessoa que me eram completamente estranhas.

Vamos por partes e comecemos por Canas.

Uma das principais características Canenses é defendermos o que é nosso com unhas e dentes. É sem dúvida uma qualidade, que não sei se é comum a outras terras, mas que por vezes nos faz pensar que somos os melhores do mundo. Não somos. E só temos a ganhar se olharmos para os outros com mais humildade.

Um grande defeito que temos é não aceitar as críticas e achar que a crítica é só “bota abaixo”. Quando conseguirmos perceber que a crítica é a base para a evolução e para a melhoria seremos, seguramente, mais capazes.

(Excluo aqui o comentário do Paulo Pataco, pois sei como é difícil ouvir os outros criticar aquilo que construímos e não reagir)

Mas, nesses comentários descobri que ser de Lisboa e ter um curso de engenharia são garante de conhecimentos gastronómicos.

Possuo as duas características mas, se nasci em Lisboa, não tenho qualquer mérito nisso e da licenciatura em engenharia (pré-bolonha, já agora!) têm muito mais mérito os meus pais, pelo esforço que fizeram, do que eu que me limitei a fazer a minha obrigação.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Inês, a viajante

A acreditar na notícia do “Expresso” de hoje, a deputada Inês de Medeiros, por quem nutro profunda simpatia, acha normal que sendo eleita pelo círculo de Lisboa e sendo eleitora em Lisboa, embora vivendo em Paris, que o país lhe financie viagens no valor de €1200,00 semanais para visitar a família ficou em Paris.

Inês sabia de antemão qual a sua situação.

Inês não disse aos seus eleitores que se a escolhessem o país, além do seu salário, gastaria cerca de €5000,00, todos o meses, para as suas deslocações.

Inês pode optar por voos “low cost” por meia dúzia de euros mas parece que tem de viajar em executiva.

Inês está a portar-se como menina mimada.

Inês não merece ser deputada.

Inês não merece o carinho com que a tratamos.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Coerência

Olha para o que eu digo não olhes para o que faço!

Paulo Rangel (comunicação ao país em 10 de Fevereiro de 2010)

O que mudou de tão significativo desde Junho passado até hoje?

Para o comum dos Portugueses nada mudou, o desemprego continua igual, os bancos e os senhores do dinheiro ganham cada vez mais, Portugal continua com o mesmo governo e com a mesma oposição, a justiça e as trapalhadas de Sócrates e companhia continuam (até já estamos habituados). Ora o que mudou foi o PSD.

Rangel ia para Bruxelas e deixava claro que só voltaria a Portugal para integrar o governo, ora nesse tempo para o PSD , as eleições legislativas eram favas contadas e … foi o que se viu os portugueses mandaram-nos à fava (com m claro!) e estragaram a estratégia do Rangel que rangeu os dentes e quando viu que o líder parlamentar lhe passava a perna, apanhou o avião e … aí está o novel candidato.

Claro que se perder volta para Bruxelas ou Estrasburgo ou qualquer Tachoburgo.

Viva a democracia! Viva a falta de vergonha! Obrigado otários!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Uma outra ideia de gestão

Os anos levo ligado à gestão de empresas, quer na vertente operacional, quer na vertente da direcção geral / gerência, trouxeram-me inúmeros ensinamentos que não se enquadram nos "quilos" de opiniões, tidas como verdadeiras, que todos os dias nos entram pelos olhos e ouvidos através da televisão, da internet ou dos periódicos da nossa praça.

Com efeito, são cada vez menos os comentadores que opinam sobre este tema e que fazem ideia do que é uma empresa e muito menos aqueles que conhecem o ambiente industrial.

Duas das pessoas com quem tive a sorte, e o orgulho, de trabalhar ensinaram-me inúmeras coisas que me servem de ferramentas diárias mas incutiram-me também algumas máximas que esses fazedores de opinião por certo não reconhecem.

“É impossível gerir sem conhecer o bafo dos operários”

“Temos que rentabilizar com os níveis de hoje”

“O dinheiro ganha-se calado”

A estas três somo uma da minha autoria que, apesar de discutível, pratico com prazer e reconhecimento dos meus funcionários actuais e passados, que já somam várias centenas:

“Só se deve mandar fazer aquilo que sabemos executar” (não esquecendo o por favor)

Só de os ler percebemos que os nossos comentadores não os podem apadrinhar, quanto mais considerá-los como máximas de gestão, mas são na suma o caminho para a gestão correcta e sustentável, com o respeito e apoio daqueles que são a alma das empresas – Os operários.

Para se gerir equipas é necessário ser-se parte da equipa e se uma equipa de produção trabalha das 6 às 14, o “chefe” deverá estar presente no início do trabalho. Ainda hoje chego à fábrica bastante antes do início do trabalho e antes da grande maioria dos funcionários, pois não se pode pedir pontualidade se a fábrica começa a laborar às 8 e os “chefes” entram às nove, nove e meia dizendo que ficam mais tempo no final do dia (com a fábrica parada).

Está hoje muito em voga (eu ouço-o há 15 anos) aquilo que chamo a “gestão do if”, isto é, os resultados não são (foram) os esperados mas, se não tivesse chovido, se a máquina não tivesse avariado, se o fulano não tivesse faltado…os resultados até tinham sido positivos. Uma coisa é previsão, outra é gestão e gestão operacional, e nesta sabemos que as máquinas avariam, que chove, que há absentismo, mas temos que ser suficientemente maleáveis (e ao mesmo tempo intolerantes com a ignorância, com a malandrice e com o deixa andar) para manter a nossa operação rentável mesmo quando todos os factores são adversos. Às vezes é imperioso suspender a produção, outras vezes é necessário estender o número de horas diárias, dependendo dos níveis actuais de produção / encomendas / vendas.

O que dá mais gosto ao comum gestor / empresário é fazer gala daquilo que a ganha. Nada mais errado. Ganhar dinheiro é o primeiro, o segundo, o terceiro e o último (único) objectivo de uma empresa pois as funções sociais da empresa só poderão ser levadas a cabo se ganhar dinheiro. Mas fazer gala disso ou publicitá-lo não traz qualquer benefício à empresa mas alerta os concorrentes, faz duvidar os clientes e cria uma sensação de injustiça nos assalariados, pois por muito bem que recebam, por muitos prémios que tenham consideram sempre pouco quando os patrões andam a exibir os rendimentos.

Por último a minha máxima, ao executar primeiro uma qualquer operação (por mais penosa que seja) a chefia não só ganha o respeito dos operários como se apercebe muito facilmente das dificuldades que o operador vai sentir ao executá-la e dos possíveis constrangimentos que essa operação implicará no decurso da execução de uma encomenda, podendo determinar incumprimentos de prazos de entrega, factor primordial na conquista de encomendas nos dias de hoje.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

A água bem universal

A água é um bem universal.

Em pequeno lembro-me de ouvir frequentemente a meus pais, avós e outros adultos que “um copo de água não se nega a ninguém” mais tarde comecei a ouvir insistentemente que a 3ª guerra mundial seria uma guerra pelo controlo da água, bem cada vez mais escasso, nesse tempo Muammar al-Khadafi , o líder Líbio enceta uma revolução silenciosa em que através do controlo dos cursos água, desviando-os, fixa populações e transforma um país desértico num país com condições de vida (não estou a sancionar os seus métodos, apenas a constatar factos), uma década volvida e várias regiões do mundo, com especial relevo para a Catalunha, encetam políticas de aproveitamento e recirculação da água para garantirem uma vida “sem problemas” nos períodos de seca.

Esta introdução visa apenas realçar a importância da água para a vida humana e para todas as actividades económicas, desde as mais básicas como a produção de electricidade até às mais supérfluas como a manutenção de campos de golfe ou de hotéis de 5 estrelas.

Acresce que este bem não pode ser considerado um produto pois ocorre de forma espontânea na natureza.

Ora, um bem que em importância apenas poderá ser comparado ao ar, terá de ser sempre, em qualquer situação e/ou em qualquer lugar, um bem universal não passível de ser propriedade de qualquer entidade pública ou privada, tendo de ser alvo de regulação pelo sector público de cada país / região o qual deverá assegurar a sua distribuição em qualidade e quantidade suficientes para a vida de cada pessoa. Obviamente que deverá ser cobrada uma taxa pelo seu consumo, taxa essa que não deverá ter em conta o consumo absoluto de um agregado familiar mas sim o consumo “per-capita” desse agregado e respeitar o principio de que a quantidade mínima diária para a vida humana deverá ser taxada com um valor simbólico próximo de zero.

Nos últimos anos temos vindo a constatar um movimento a nível global, ou pelo menos no mundo dito desenvolvido, para a privatização do sector da água e Portugal não é excepção, proliferando as associações de municípios que formaram empresas (detidas em cerca de 50% pelo grupo de municípios) a quem passam a gestão do sector.

O tempo tem demonstrado, como noutros sectores, que este movimento leva:

- A um aumento dos preços galopante para o consumidor final, facto que se compreende facilmente pois o objectivo deixa de ser servir o cidadão e passa ser apresentar lucros,

- A um desinvestimento nas redes de água, abandonando a sua manutenção (fenómeno comum à distribuição da energia eléctrica) e à criação de taxas e mais taxas transformando a factura da água, numa factura em que o consumo de água corresponde a menos de 50% do total.

Como cidadãos e parte mais interessada nesta matéria temos lutar contra este movimento que, a ir para a frente, será mais um factor de exclusão social.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Os marretas

Já não há pachorra para a dupla Silva Lopes / Medina Carreira.

Parece que têm imensos seguidores entre a s novas gerações e há algumas razões para que assim seja.

Os marretas são convidados a verter opiniões e a apresentar gráficos (tendenciosos) em todas as televisões sem que ninguém ouse contradizê-los e quando alguém aparece com uma opinião contrária às suas, reagem com agressividade, arrogância e má educação.

Claro que os jornalistas da nossa praça são incapazes de explicar ao público que estes marretas, nascidos na década de 30 do século passado, foram figuras relevantes do antigo regime, tendo desempenhado cargos importantes quer nas faculdades quer ligados ao mundo da alta finança, mas sempre ao lado do regime.

Mas se o 25 de Abril os encontrou bem de vida, assim continuaram até aos dias de hoje, continuando a prestar serviços (?) e a fazer o papel de comentadores, apesar de ambos estarem reformados há muito.

A estes marretas apetece-me perguntar umas coisas:

- Se tinham as soluções para tudo porque não as aplicaram quanto estavam no Ministério das Finanças e no Banco de Portugal?

- Quando falam em congelar salários da função pública e em não aumentar o salário mínimo porque não dizem quanto recebem em pensões pagas pelo estado, em consultoria prestada ao estado e outras mordomias que todos pagamos?

Ainda a pobreza e a exclusão social

Peço-vos desculpa mas para evitar erros de tradução optei pela versão inglesa.


Building a more inclusive Europe is considered vital to achieve the EU's goals of sustained economic growth, more and better jobs, and greater social cohesion.

It is hoped that such solidarity will be further promoted through the designation of 2010 as the European year for combating poverty and social exclusion. Nevertheless, just over 84 million persons, or 17 % of the EU-27's population were at-risk-of-poverty in 2007, while a similar proportion (17 %) of the total EU-27 population suffered from material deprivation.

There was a clear overlap between those who were at-risk-poverty and those suffering from, among others, being unable to face unexpected expenses, afford a holiday, keep their home adequately warm, or being able to afford a car. 'Combating poverty and social exclusion: A statistical portrait of the European Union 2010' presents a broad range of statistical concepts and indicators from social statistics. The publication explores poverty and social exclusion across the 27 Member States, as well as providing (whenever possible) information about candidate and EFTA countries. The document can be accessed by clicking on 'Related Links ' on this page.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Natalidade - a grande treta!

Poucos dias volvidos sobre a divulgação das estatísticas sobre a evolução da população mundial, que se estima ser de 6,6 mil milhões de pessoas, com uma previsão de crescimento que atingirá os 12 mil milhões de pessoas no ano 2050, vem o governo (a reboque do PP e da direita xenófoba) anunciar incentivos à natalidade.

Este tipo de medidas demonstra várias coisas, qual delas a mais grave, todas elas extremamente preocupantes:

- Completo desrespeito pela vida humana e em particular pelos mais pobres;

- Pensar que a Europa é o centro do mundo;

- Trocar convicções por votos fáceis;

- Ter uma visão enviesada do mundo, em que aos “bem nascidos” tudo é permitido e aos quais tudo se deve facilitar e aos menos bafejados pela sorte, porque nasceram em África, na Ásia ou num qualquer país subdesenvolvido da América ou da Europa, nada é permitido seja a pretensão de viver uma vida sem fome ou, cúmulo da ambição, emigrar para um país dito desenvolvido nessa Europa / América onde possam aceder a um trabalho que os autóctones não desejam e normalmente com um salário que envergonha qualquer um que tenha algo que se pareça com princípios. Isto apesar destes “radiosos” países necessitarem de milhões de efectivos para manter o seu nível bem-estar. (Em 2000 estimava-se em 50 milhões a necessidade de emigrantes na Europa a 15).

Estranhamente, ou talvez não, 2010 é o ano do combate à pobreza e à exclusão social, mas nós, seres iluminados, preferimos dizer que é o ano europeu da biodiversidade, até grandes amigos meus, pessoas bem formadas e com princípios inatacáveis já nos chamaram a atenção para este ano europeu, por mim, pelos milhares de milhões de pobres, pelos 212 milhões de desempregados peço-lhes que considerem esta enorme mole humana que apenas sobrevive como a primeira espécie a ser alvo do nosso cuidado.